Datas
10
abr
17
abr
Fora de Tempo - Os concertos em homenagem a Luís Represas
Duas noites irrepetíveis, com o apoio m80.
"Fora de Tempo"
10 de abril | Coliseu de Lisboa
17 de abril | Coliseu do Porto
Por Luís Represas e para Luís Represas, de alguma maneira com o Luís, está definido o elenco de artistas que vai subir aos palcos dos Coliseus, em Abril de 2027, para os concertos “Fora de Tempo”.
No de Lisboa, a 10, no do Porto, a 17, em duas noites irrepetíveis e que, mais vale prevenir, não terão desdobramentos. Porque tal não faria sentido, de acordo com a ideia que baliza os dois espetáculos, pensados, de início, para assinalar os 50 anos de uma carreira única. Idealizados e concretizados, depois, de acordo com o entendimento de amigos, de próximos, de cúmplices do percurso do Luís, ou de partes dele, dos parceiros e daqueles que descobriram nele uma fonte de inspiração – a certeza de que estes espetáculos não perdem sentido nem alcance, bem pelo contrário.
Para o provar, bastará olhar para a lista de presenças confirmadas, múltipla como foi o homem no centro de tudo, notável e “renovável” como garante o seu património de canções, que tão bem conhecemos e que conhecerá, nessas duas noites, novas qualidades. Ora vamos lá, aos nomes: Ana Moura, Camané, Edu Miranda, João Pedro Pais, João Só, Jorge Cruz, Luísa Sobral, Mafalda Veiga, Mariana Nuñez, Marisa Liz, Miguel Nuñez, Ricardo Ribeiro, Rui Veloso, Stewart Sukuma e, naturalmente, os outros Trovante. A todo este naipe, que se junta para a noite do Porto, juntam-se ainda, só para Lisboa, os Quatro e Meia e Vitorino.
Perante este elenco, parece redundante sublinhar as diversidades várias, enormes, que ele representa: a estética (do Fado ao rock, da Pop à Canção Popular, sem fronteiras), a etária, até a das geografias de origem (Portugal, Cuba, Brasil, Moçambique). É, sem margem de erro, um cartaz eloquente e ganhador, ainda mais porque se concentra por causa de um denominador comum e, que agora como antes, se mostra muito mais virado para a construção de pontes do que para o erguer de muros. O mapa musical continuará a ser o mesmo, na essência, mas desta(s) vez(es) as visitas serão guiadas por aqueles que fazem questão de pegar no testemunho com mãos ambas.
Recordam-se outros argumentos, sempre a favor, destes encontros: a produção, a cargo de Flávio Serpa, e a direção musical entregue a Manuel Faria, presente e ativo no Trovante e no caminho a solo de Represas, com os apoios de Carlos Garcia, nuclear nos tempos mais recentes, e de Miguel Nuñez, o pianista cubano que tantas vezes andou lado a lado com o Luís, produzindo o primeiro disco que o Luís editou em nome próprio, arranjando muitas canções, gravando e tocando ao vivo com o cantor.
Os espetáculos são apoiados por nada menos de quatro estações de rádio – m80, Rádio Comercial, RFM e Rádio Renascença –, que pertencem a dois grupos de comunicação diferentes. Algo que não será inédito, mas é seguramente pouco habitual.