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Skunk Anansie

Ouça este álbum, do lado A ao lado B, de domingo para segunda à noite, entre as 00h-01h.

Skunk Anansie

Álbum da Semana com Sandra Ferreira

"Stoosh" – Skunk Anansie

Stoosh: O som cru e intenso dos Skunk Anansie nos anos 90 

Nos anos 90, o rock alternativo dominava as rádios e os tops. O grunge tinha explodido no início da década com Nirvana, Pearl Jam e Soundgarden, mas, à medida que a década avançava, novas sonoridades começaram a dominar os tops. A britpop, com Oasis e Blur, reinava em Inglaterra, enquanto o nu-metal dava os primeiros passos com Korn e Deftones. No meio deste turbilhão, os Skunk Anansie apareceram como uma banda difícil de rotular – demasiado pesados para o britpop, demasiado alternativos para o metal, demasiado intensos para a pop. 

O que os destacava? A voz visceral de Skin, uma presença magnética em palco e uma sonoridade que misturava rock, punk, metal e uma grande dose de atitude. E foi essa energia crua que os levou a gravar o nosso Álbum da Semana,  Stoosh (1996), um disco produzido por Garth Richardson, o mesmo nome por trás do álbum de estreia dos Rage Against the Machine. O resultado? Um som mais robusto, refrões explosivos e uma produção que procurou o equilíbrio entre melodia e fúria. 

Se o disco de estreia, Paranoid & Sunburnt (1995), já os tinha colocado no mapa, Stoosh veio confirmar que os Skunk Anansie não eram uma banda passageira. O álbum entrou diretamente para o top 10 do Reino Unido (#9) e rendeu-lhes os seus maiores sucessos. E, ao contrário de muitas bandas da sua geração, os Skunk Anansie nunca desapareceram – continuam em palco, a lançar novos discos e a mostrar porque ainda são uma referência no rock alternativo. 

Top 5 do álbum

1. Hedonism (Just Because You Feel Good) 

A música mais reconhecida do álbum e, provavelmente, a mais famosa da banda. Uma balada intensa sobre desilusões amorosas, com um refrão que marcou os anos 90. Ainda hoje continua a ser presença obrigatória nas rádios e nos concertos da banda.  

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2. Brazen (Weep)

Começa suave, quase sussurrada, antes de se transformar numa descarga de energia Uma das músicas mais marcantes da banda que continua a fazer parte do alinhamento dos concertos.  

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3. Twisted (Everyday Hurts) 

Se há algo que define os Skunk Anansie, é a sua capacidade de misturar delicadeza e brutalidade na mesma música – e Twisted é um exemplo perfeito disso. Os versos quase sussurrados contrastam com um refrão explosivo.

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4. She's My Heroine

Uma das faixas mais intensas do álbum, tanto na sonoridade como na letra. Skin entrega aqui uma performance emocionalmente carregada, navegando entre a fragilidade e a fúria. O instrumental cria um ambiente tenso, como se a qualquer momento a música pudesse explodir. 

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5. All I Want

Se existisse uma definição musical para “explosão de energia”, All I Want seria um bom exemplo. Rápida, agressiva e cheia de atitude, esta faixa mostra os Skunk Anansie na sua versão mais crua e visceral. Um riff viciante, um refrão feito para ser gritado e aquela urgência típica dos anos 90. 

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Os Skunk Anansie conquistaram um público fiel, especialmente em países como Portugal, onde ainda hoje têm uma grande legião de fãs. E ao vivo, continuam a ser uma força imparável – Skin domina o palco uma emoção avassaladora.  

Se nunca mais ouviu este álbum, dê-lhe uma oportunidade. Não foi um marco na história do rock, mas é um disco que continua a soar intenso, relevante e autêntico.