Autoridades da Tasmânia vão abater 90 falsas orcas encalhadas em praia remota
Especialistas garantem que é impossível devolver os animais ao mar devido às condições climatéricas, que devem manter-se ao longo dos próximos dias.
As autoridades ambientais da Tasmânia decidiram abater 90 falsas orcas de um grupo de 157 que deram à costa numa praia remota no noroeste da ilha.
Ao longo das últimas horas, as condições do mar "impediram a devolução" dos animais ao mar, adiantou Shelley Graham, do Serviço de Parques e Vida Selvagem da Tasmânia, à ABC Australia.
"Estavam constantemente a encalhar de novo e as previsões meteorológicas são semelhantes para os próximos dois dias", completou, o que impediria as manobras de serem bem sucedidas.
Analisadas as condições e ouvidas "as avaliações de vários veterinários especialistas, decidimos abater os animais".
Kris Carlyon, biólogo marinho, adiantou ao mesmo meio de comunicação que os animais vão ser abatidos com recurso a arma de fogo, "considerada a melhor prática a nível mundial".
"Há um procedimento muito rigoroso que vamos respeitar", garantiu o responsável, reconhecendo a situação como "difícil", mas "a melhor opção para o bem-estar dos animais".
"Vamos fazê-lo da forma mais rápida e humana que consigamos", sublinhou. O biólogo explica que a praia em questão, perto de Arthur River, é de "acesso extremamente difícil" e este acidente é "possivelmente o mais complicado" que viu em 16 anos de atividade na Tasmânia.
A CNN explica que, em episódios passados, foi mobilizada maquinaria que permitiu mover os animais para zonas mais isoladas de forma a estabilizá-los antes de serem libertados, mas nesta ocasião tal não foi possível pela natureza recôndita da praia.
O Serviço de Parques e Vida Selvagem estima que, esta quarta-feira, os animais estivessem encalhados há já 24 a 48 horas e não consegue adiantar as causas da desorientação do grupo.
Há 50 anos que um grupo tão vasto de falsas orcas não dava à costa na Tasmânia.
