Bombeiros de Arouca internados estão a melhorar
Acidente na madrugada da última quarta-feira teve quatro vítimas, todas bombeiros que estavam a caminho de uma operação.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Arouca informou esta segunda-feira que melhorou a situação dos três homens ainda internados devido ao acidente viário no incêndio da semana passada, tendo corrido bem a cirurgia ao que se encontra em pior estado.
O alerta para o despiste do carro de combate a incêndios dos Bombeiros Voluntários de Arouca no lugar de Pedrogão, na freguesia de Moldes, foi dado às 03h52 de quarta-feira.
O despiste vitimou quatro operacionais, com idades entre os 31 e os 54 anos, quando a viatura em que se dirigiam para o teatro de operações caiu numa ravina com 150 metros de profundidade, mas um deles já teve alta e está a recuperar em casa, naquele concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto.
Sobre os outros três feridos, o Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, não disponibilizou qualquer informação desde domingo de manhã, mas, contactado pela Lusa, o comandante Sérgio Azevedo disse que todos estão a evoluir favoravelmente, inclusive o bombeiro a exigir mais cuidados e que foi domingo sujeito a nova cirurgia.
“Mantém uma evolução estável. A cirurgia a que foi submetido correu bem e continua a ser acompanhado e monitorizado pela equipa médica”, adiantou Sérgio Azevedo.
O bombeiro que também estava nos Cuidados Intensivos “já se encontra na enfermaria de Ortopedia” e “apresenta algumas dores, mas está a evoluir bem, o que é uma notícia muito positiva”, disse.
Referiu ainda que um outro bombeiro “continua na enfermaria de Cirurgia, com uma boa evolução, embora mantenha ainda algumas dores”.
Para o comandante da corporação de Arouca, essas podem ser “pequenas conquistas”, mas revelam-se “muito importantes” para a família dos feridos, assim como para os seus colegas de trabalho e a comunidade em geral – que ainda este domingo se reuniu numa cerimónia religiosa ao ar livre, em solidariedade para com quatro bombeiros.
“Continuamos a acompanhar cada um deles, com a mesma atenção e proximidade de sempre”, garantiu Sérgio Azevedo.
Segundo dados da Câmara Municipal de Arouca, o incêndio que lavrou entre o dia 17 à noite e quinta-feira de manhã consumiu mais de 1.300 hectares de floresta e mato, sobretudo nesse concelho, mas também no de São Pedro do Sul, no distrito de Viseu.
O fogo chegou a ter quatro frentes ativas e a ser combatido por mais de 650 operacionais, com o apoio de 200 viaturas e nove meios aéreos.
Além das perdas florestais, os danos materiais em Arouca “não serão significativos”, já que, a avaliar pelo apuramento inicial da autarquia, “não arderam casas, palheiros ou outros edifícios, nem se registaram animais mortos”.
