Cerca de 200 pessoas junto ao parlamento contra proposta de reforma laboral do Governo

    Um protesto contra o anteprojeto de reforma da legislação laboral aprovado pelo Governo

    Cerca de 200 pessoas concentraram-se hoje junto à Assembleia da República em protesto contra o anteprojeto de reforma da legislação laboral aprovado pelo Governo, que será negociado com os parceiros sociais, que disseram ameaçar conquistas essenciais.

    “Nós queremos, mais que mobilizar as pessoas e fazer com que as pessoas prestem atenção aos direitos que lhes podem ser retirados com este anteprojeto e, depois, mostrar ao Governo que nós podemos ser dez, podemos ser mil: somos vozes que se levantam”, disse à Agência Lusa a organizadora Zaida Alves.

    Zaida Alves, proponente da petição pública "Retrocessos inaceitáveis nos direitos das mulheres, mães e bebés", explicou que o movimento é composto por uma equipa de 24 pessoas “que não tem ligação a qualquer partido ou sindicato”.

    “Temos esperança que as coisas mudem, que o Governo esteja disponível a ouvir as pessoas, os coletivos e que tenha em consideração as nossas vozes”, afirmou.

    Ao longo da sua intervenção, em que estavam dezenas de pais acompanhados de filhos, Zaida Alves defendeu que este anteprojeto “ameaça conquistas essenciais” e que aumentará a precariedade.

    A advogada e também organizadora do protesto Mónica Fontiela Simões enumerou algumas das propostas que constam neste projeto e que, no seu entender, não têm sido abordadas, como a fragilização do regime de teletrabalho, da contratação coletiva e o ataque ao direito à greve.