Comissário Europeu para os Transportes diz que é tempo de ação!
Apresentado esta terça-feira o Relatório Ambiental Europeu sobre o Transporte Marítimo. Apostolos Tzitzikostas diz que é "um guia para o futuro sustentável, competitivo e resiliente".
O setor marítimo europeu está a fazer progressos no sentido de uma maior sustentabilidade, mas terá de aumentar os esforços nos próximos anos para cumprir os objetivos climáticos e ambientais da UE que pretendem reduzir a utilização de energia, a poluição e as emissões de gases com efeito de estufa, assim como proteger melhor a biodiversidade. Esta é uma das conclusões da segunda edição do Relatório Ambiental Europeu do Transporte Marítimo, divulgado esta terça-feira pela Agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA) e pela Agência Europeia do Ambiente (AEA).
O transporte marítimo desempenha um papel crucial na sustentabilidade do comércio, do crescimento económico, da conectividade e da acessibilidade, contribuindo ao mesmo tempo para a segurança energética e a criação de emprego. No entanto, o aumento da procura de transportes para o setor marítimo acarreta impactos ambientais adicionais na atmosfera e nos ecossistemas marinhos. De acordo com o relatório, que apresenta uma atualização sobre o desempenho ambiental do setor e uma avaliação dos esforços para torná-lo mais sustentável, foram feitos alguns progressos, mas a redução das emissões continua a ser um desafio.
Atividades como o transporte de carga, contentores, pesca comercial, navios-tanque e navios de cruzeiro, bem como atividades portuárias, continuam a contribuir significativamente para uma vasta gama de desafios ambientais, sendo todo o setor responsável por 3-4% do dióxido de carbono total da UE. (CO2), uma parcela que precisa diminuir. Entretanto, as emissões de gás metano (CH4) pelo menos duplicaram entre 2018 e 2023, representando 26% das emissões totais de metano do sector em 2022. Além das emissões de gases com efeito de estufa, a redução de poluentes atmosféricos como o enxofre e os óxidos de azoto (NOX) continua a ser um desafio.
O transporte marítimo também contribui para a poluição da água, através de derrames de petróleo e descargas de águas residuais dos navios, bem como do ruído subaquático. Estima-se que o lixo marinho proveniente da pesca e do transporte marítimo tenha diminuído para metade na última década, mas continua a ser difícil de combater de forma abrangente. A perda de contentores, incluindo aqueles que contêm pellets de plástico, também continua a ser uma importante fonte de poluição marítima.
Sobre este relatório divulgado esta terça-feira, o Comissário para os Transportes e Turismo Sustentáveis, Apostolos Tzitzikostas, afirma que "o novo Relatório Ambiental Europeu sobre o Transporte Marítimo é um guia valioso para o futuro do transporte marítimo europeu, que seja ao mesmo tempo sustentável, competitivo e resiliente. Este relatório é também um apelo à acção. Ao trabalharmos em conjunto, podemos garantir que o transporte marítimo continua a ser um interveniente fundamental na nossa economia global, minimizando ao mesmo tempo o seu impacto ambiental e salvaguardando os nossos oceanos para as gerações futuras.”
