Cornell 7: violação em grupo invade redes depois de ser exposta por jornal universitário

    Caso terá acontecido há dois anos numa das mais prestigiadas universidades dos Estados Unidos e voltou à ordem do dia depois de ser recuperado por uma publicação universitária.

    O caso aconteceu na Universidade de Cornell, uma das mais famosas e conceituadas dos Estados Unidos, que faz parte da Ivy League. A violação praticada por sete estudantes da universidade há dois anos ganhou notoriedade nas redes sociais nos últimos dias. É chamado de "Cornell 7" e a denuncia foi feita pela jornal universitário Cornell Daily Sun. 

    A agressão

    A 19 de outubro de 2024, na Universidade de Cornell uma aluna terá sido violada. 

    A justiça norte americana atribui-lhe o nome fictício de Jane Doe. A estudante terá ido até à fraternidade Chi Phi, ter com um amigo depois de uma festa onde já teria estado a consumir álcool. De acordo com o relatório da polícia citado pela CBS NEWS, Jane Doe admite que terá aceitado ter relações sexuais com dois estudantes. 

    Um era o amigo, o outro era membro da fraternidade, mas a alegada vítima já estava intoxicada e incapaz de dar consentimento: "Sim, tanto quanto eu conseguia, porque, de novo, eu estava muito bêbada quando cheguei lá... Mas estava tranquila com isso."

    Apesar de já se encontrar embriagada, os dois alunos pressionaram-na a beber ainda mais álcool e cheirar cetamina. Num grupo de cinquenta estudantes da universidade na rede social Snapchat, foi enviada uma mensagem a dizer que havia uma mulher para "sexo gratuito" ("free p*ssy") no piso de cima. Sete estudantes participaram na alegada agressão.

    A justiça

    A estudante apresentou queixa no mês seguinte, em novembro de 2024, mas a investigação da polícia universitária de Cornell foi arquivada, sem que fosse aberto um processo, por alegada falta de provas.

    Passados quase dois anos, a 16 de setembro de 2026, Jane Doe apresentou uma ação civil contra a universidade norte americana. Alega que não foi protegida por Cornell que os envolvidos não foram punidos da forma certa. 

    Os sete estudantes implicados na queixa receberam suspensões temporárias e outras medidas restritivas, mas puderam entregar trabalhos escritos para atenuar os castigos. Uma informação que já foi confirmada pela universidade

    O jornal

    A 21 de setembro, o jornal universitário Cornell Daily Sun, escrito por estudantes, publicou um texto com o título "Cornell não o fará, nós faremos" ("Cornell won't, We Will"). No artigo denuncia os nomes de todos os homens acusados e explica o caso em detalhe e as penas aplicadas. Daqui nasceu a onda de indignação nas  redes sociais.

    As redes

    Várias figuras públicas - como Florence Pugh, Mariska Hargitay, Josh Gad e Hudson Williams - partilharam o caso assim como várias associações.

    Um ex-escritor da série South Park, Toby Morton, fez um site que expõe os sete acusados.

    Os procuradores de Nova Iorque já reabriram o caso, pelo que está de volta às mãos da justiça.