DGS prevê atividade gripal mais intensa no final do ano
A epidemia de gripe em Portugal está com tendência crescente.
A diretora-geral da Saúde fala num mês crítico para a gripe em Portugal. Rita Sá Machado sublinha que o número de casos vai continuar a aumentar nas próximas semanas, prevendo que a atividade gripal possa ser mais intensa "entre o final do ano e o início do ano."
A responsável fala num mês em que há mais contactos, o que potencia a propagação do vírus da gripe: "estamos num mês muito crítico, de convívio, de festa e que vai proporcionar ou potenciar aqui um pouco a propagação e a disseminação do vírus. Significa que nas próximas semanas, pensamos que poderemos ter o maior número de infetados até ao final do ano."
Há dois subtipos de gripe a circular este ano em Portugal: o subtipo A H1N1 e o subtipo A H3N2. A diretora-geral da Saúde destaca a presença do H3N2, que não tem circulado nos últimos anos e, por isso, a população tem menos defesas para este vírus. Rita Sá Machado prevê, por essa razão, que possam haver mais casos de gripe este ano, mas "não aparenta haver maior gravidade clínica."
Perante o aumento de casos, é importante reforçar as medidas de proteção: "se tivermos algum tipo de sintomatologia, saber que nos temos de proteger a nós e também proteger os outros e, portanto, aqui a lavagem das mãos é essencial", sem esquecer a etiqueta respiratória, ventilar os espaços e a utilização de máscara.
Quanto às medidas dos hospitais, a diretora-geral da Saúde defende que devem ser "proporcionais ao risco" em cada região, garantindo que "todas as equipas estão diariamente a fazer avaliações de risco", porque "a gripe não aparece em todo o lado ao mesmo tempo". Certo é que "há planos de preparação e respostas das unidades locais de saúde" e "todas as ULS estão a responder da forma que conseguem perante aquilo que são neste momento os desafios que se enfrentam."
Na última semana (entre 1 e 7 de dezembro) foram registados 1.169 casos positivos para o vírus da gripe, quase todos do tipo A. Nos vírus subtipados, foi identificado o H1N1 em 139 casos e o H3N2 em 79 casos.
O relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) revela ainda um aumento na taxa de incidência de infeções respiratórias graves, com maior incidência nas pessoas com mais de 65 anos. Destaca também um excesso de mortalidade em Portugal Continental, região Norte e no grupo etário 75- 84 anos.
