"É tempo de tratar o cancro a sério." Oito associações exigem ação política imediata

    O apelo está numa carta aberta dirigida às principais figuras do Estado e autoridades de saúde.

    Oito associações de doentes juntam-se numa carta aberta a exigir que o cancro seja tratado como prioridade nacional, com uma resposta política prioritária, sustentada e coordenada.

    No documento, divulgado esta quarta-feria, as entidades sublinham que "todos os dias, em Portugal, 191 pessoas recebem o diagnóstico de cancro e 92 perdem a vida a lutar contra esta doença."

    Por isso, "é tempo de tratar o cancro a sério", através de um Compromisso Público com a Oncologia.

    A presidente da Sociedade Portuguesa de Literacia na Saúde (SPLS), uma das entidas envolvidas, diz que é fundamental um plano nacional estruturado, a começar pela prevenção dos fatores de risco: "havendo uma maior prevenção haverá menores custos para a saúde. E por isso, eu gostaria que os decisores da saúde pensassem como se tivessem na família alguém com cancro, porque quando nós temos algo significativo nas nossas vidas, estamos mais alerta".

    Além da prevenção, adianta Cristina Vaz de Almeida, é também importante ter em conta no plano de ação uma linha clara sobre o diagnóstico, o tratamento e a reabilitação.

    A presidente da SPLS pede que as associações de doentes sejam ouvidas para que "as políticas públicas dentro da área do cancro sejam muito mais efetivas e resultem muito mais".

    A carta aberta, dirigida às autoridades de saúde e políticas, já foi enviada ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e presidente da Assembleia da República.

    Além da SPLS, subscrevem esta carta a AC Rim, Careca Power, Europacolon Portugal, EVITA Cancro, Liga Portuguesa Contra o Cancro, Plataforma Saúde em Diálogo e Pulmonale.