EUA preparam envio de mais militares para o Médio Oriente

    As tropas vão juntar-se aos cerca de 50.000 militares que, segundo o Pentágono, participam em operações contra o Irão.

    O Pentágono prepara-se para enviar milhares de soldados adicionais para o Médio Oriente, noticiou esta quarta-feira o jornal Washington Post, enquanto o Presidente norte-americano afirma que a guerra “está prestes a terminar”.

    Espera-se que 4.200 militares, pertencentes ao Grupo Anfíbio Boxer, da 11.ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, cheguem no final deste mês à zona de conflito, de acordo com o jornal norte-americano.

    As tropas vão juntar-se aos cerca de 50.000 militares que, segundo o Pentágono, participam em operações contra o Irão.

    Esta mobilização ocorre num momento delicado, no meio de um frágil cessar-fogo e com as negociações entre as delegações norte-americana e iraniana em pausa, na sequência do fracasso das conversações em Islamabad no fim de semana passado.

    É provável que a chegada dos reforços coincida com o fim da trégua, de acordo com a agência de notícias espanhola EFE.

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse, numa entrevista à Fox Business, que a guerra no Irão podia terminar “muito em breve”.

    O líder republicano acrescentou que esperava que os preços dos combustíveis voltassem aos níveis anteriores à guerra nos próximos meses.

    As consequências económicas do encerramento do estreito de Ormuz pelo Irão, em retaliação à guerra que começou com os ataques dos Estados Unidos e de Israel a Teerão no passado dia 28 de fevereiro, continuam e marcam o desenrolar do conflito.

    Numa tentativa de pressionar o Irão, Trump anunciou na segunda-feira um bloqueio ao tráfego marítimo nos portos iranianos, para reabrir o estreito de Ormuz.

    Em resposta, o chefe das forças iranianas, o general Ali Abdollahi, afirmou que o Irão não vai permitir “nenhuma exportação ou importação no golfo Pérsico, no mar de Omã ou no mar Vermelho”.

    Se os Estados Unidos mantiverem o bloqueio e “criarem insegurança para os navios comerciais do Irão e petroleiros”, tal constituirá o prelúdio para uma violação do cessar-fogo, acrescentou Abdollahi, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

    O bloqueio aos portos iranianos foi imposto devido à ausência de acordo em Islamabad após 21 horas de reuniões entre delegações chefiadas pelo vice-presidente norte-americano, JD Vance, e o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf.

    As duas partes não conseguiram chegar a um acordo no fim de semana em Islamabad, mas as autoridades paquistaneses anunciaram estarem a desenvolver esforços para novas negociações.