Eurovisão: permanência de Israel votada esta semana
A permanência de Israel no Festival Eurovisão da Canção é um dos assuntos em debate na Assembleia-Geral de inverno da União Europeia de Radiofusão que decorre hoje e amanhã em Genebra, na Suíça.
A permanência de Israel no Festival Eurovisão da Canção é um dos assuntos em debate na Assembleia-Geral de inverno da União Europeia de Radiofusão que decorre hoje e amanhã em Genebra, na Suíça.
Organizadores e os países que participam na competição vão chegar a uma decisão após alguns países terem ameaçado boicotar o concurso, caso Israel não seja expulso na sequência da ofensiva na Faixa de Gaza que já provocou mais de 70 mil mortos, segundo as autoridades de saúde do enclave. A ofensiva foi desencadeada após os ataques do Hamas em Israel a 7 de outubro.
Países como a Eslovénia, Espanha, Irlanda, Islândia, Países Baixos, Bélgica, Suécia ou a Finlândia ponderam não participar na edição de 2026, que terá lugar em Viena, na Áustria.
Além das críticas à atuação bélica israelita em Gaza, no rescaldo da edição deste ano, a polémica instalou-se relativamente ao sistema de votação, nomeadamente envolvendo Israel.
Em novembro, foi anunciado que o Festival Eurovisão da Canção terá novas regras de votação, com a redução do número de votos do público e o regresso de jurados nas meias-finais.
O objetivo da organização é “reforçar a confiança, a transparência e o envolvimento do público” no evento.
Para a edição de 2026, o número máximo de votos possível para cada espectador (feitos ‘online’, por SMS ou chamada telefónica) é reduzido de vinte para dez.
As meias-finais do festival voltam a ser júris profissionais - o que já não acontecia desde 2022 –e tanto nas meias-finais como na final é feita uma repartição de “aproximadamente 50/50 entre os votos do júri e do público”.
