Há um novo serviço que liga pessoas que precisam de apoio na mobilidade a jovens guias
O "VEM" foi lançado por Daniela Seabra, que sentiu necessidade de criar uma solução para quebrar barreiras na mobilidade.
Chama-se "VEM " e é uma espécie de "uber humano". Este novo serviço permite que as pessoas com mobilidade reduzida peçam um jovem guia, que é formado e certificado, para as suas deslocações do dia a dia.
"Basicamente, para todas aquelas pessoas que não podem ou simplesmente não querem fazer uma deslocação sozinha para ir a um centro de saúde, ou a um hospital, ou mesmo para realizar atividades de lazer, elas podem contratar um guia", explica Daniela Seabra, a fundadora do projeto, que tem uma doença que afeta a visão, e sentiu necessidade de criar uma solução para quebrar barreiras na mobilidade.
E como é que as pessoas podem agendar um VEM? "Podem fazê-lo de três formas. Podem ir ao nosso site, que é o www.vem.com.pt, preencher o formulário de agendamento de um VEM ou podem aceder pela linha direta, ou seja, pelo número que é 939250831, ou então enviando simplesmente um WhatsApp ou uma mensagemde texto a dizer que quer agendar um VEM."
Quanto aos guias, este serviço aposta em jovens universitários entre os 18 e 25 anos. "Eles passam primeiramente por uma entrevista para conhecer as suas competências, o seu perfil, em termos de comunicação, de responsabilidade e empatia. Depois passam para uma fase de formação que tem uma componente teórica e prática, uma formação presencial e a qual é certificada e é ministrada por uma entidade referenciada". A partir daí "ficam elegíveis para realizar as missões, garantindo sempre a segurança", assegura Daniela Seabra.
O "VEM" ainda está localizado na Área Metropolitana de Lisboa, mas o objetivo é expandir e até ultrapassar as fronteiras: "nós queremos claramente expandir a nível nacional e também internacional, para sermos efetivamente uma marca de referência na mobilidade inclusiva e também uma marca socialmente responsável.", adianta a fundadora.
O serviço tem um custo associado, que pode variar entre os 9 e os 112 euros, mas Daniela Seabra espera que "cada vez mais, através de parcerias e de protocolos", possa ser um serviço acessível "a todas as pessoas e que ninguém fique para trás."
