Incêndios e calor extremo podem ter outra consequência: o aumento do preço do azeite
O azeite poderá ficar mais caro se existir uma quebra significativa da produção em Espanha.
O preço do azeite poderá aumentar nos próximos meses se existir uma quebra de produção considerável em Espanha. O país tem sido afetado por calor extremo e vários incêndios, condições que a manterem-se podem afetar a produção e ter implicações no preço.
“Quando Espanha – que é a maior produtora mundial - se constipa, nós apanhamos todos uma pneumonia”, refere Patrícia Falcão, secretária-geral da Fenazeites - Federação Nacional das Cooperativas de Olivicultores. A responsável lembra que o grande aumento do preço do azeite, há cerca de três anos, foi motivado por duas más campanhas no país vizinho.
A área ardida, este ano, em Espanha, já ultrapassa os 150 mil hectares e uma coisa é certa para Patrícia Falcão: “se houver uma quebra de produção considerável no mercado espanhol, o preço do azeite pode subir”.
A secretária-geral da Fenazeites explica que Portugal é autossuficiente, mas precisa importar para para cumprir os compromissos de exportação e, ao contrário do que muitos possam pensar, o país não tem qualquer influência no preço do azeite. “As pessoas têm tendência em dizer ‘temos tanto olival, porque é que o preço está a subir?’ Nós não influenciamos o preço. O preço é influenciado pelo mercado espanhol”, conclui.
