Inquérito às escolas devido aos exames nacionais é "insultuoso" para a Missão Escola Pública

    Missão Escola Pública não compreende decisão tomada pelo Ministério da Educação.

    O dossier exames nacionais ainda não terminou e agora as escolas vão ser alvo de um inquérito por parte do Ministério da Educação.

    Inquérito que pretende perceber o porquê do envio de provas para correção após a recolha das autoridades e o envio de provas para reapreciação de nota em datas tardias.

    Uma opção que é vista como um “insulto” por parte da Missão Escola Pública.

    Cristina Mota afirma que só com o trabalho dos professores foi possível “afixar as pautas das notas”.

    A dirigente fala em “falta de respeito” por parte do ministério liderado por Fernando Alexandre e justifica os pedidos de reapreciação de notas tardio com o envio tardio das notas da primeira fase dos exames.

    Após os exames acontecem as candidaturas ao ensino superior com os números, para a Missão Escola Pública a não poderem ser comparados aos de 2025.

    Os dados apontam para um aumento de candidaturas, mas as regras mudaram com a necessidade de apenas uma prova de ingresso para vários cursos.

    A somar a isto está, de acordo com Cristina Mota, os vários 9,5 valores dados de forma administrativa a vários alunos, o que permitiu uma candidatura à universidade.

    Na ordem do dia está ainda a redução do número de professores nas escolas nacionais, com o jornal Público a fazer referência à perda de cerca de 3300 professores no ano letivo passado.

    Realidade que para a Missão Escola Pública revela a pouca “atratividade” da profissão.

    E nem os pedidos de adiamento de reforma, que ficaram na casa dos 2000 dão ânimo, com a  dirigente a falar de professores que se recusam reformar, mas que estão em escolas em que o número de docentes necessários está assegurado.

    Cristina Mota - Inquérito às escolas é "insultuoso"