Mariza, Pedro Moutinho e outros músicos lusófonos atuam em novembro na Polónia

    Atuações no âmbito do Festival Siesta, em Gdynia, na costa do mar Báltico.

    Os fadistas Mariza e Pedro Moutinho e os músicos Luiz Caracol e o cabo-verdiano Mário Lúcio atuam em novembro próximo na Polónia, no âmbito do Festival Siesta, em Gdynia, na costa do mar Báltico.

    Pedro Moutinho reagressa ao Festival pela terceira vez, desde os concertos que deram início às "Noites de Fado", no primeiro Festival da Siesta.

    A organização realça que Pedro Moutinho participou no 10.º aniversário do Festival “um dos momentos mais difíceis”, em plena pandemia, quando foi ouvido pelo público “com máscaras e viseiras”.

    O criador de “Sem Sentido” (Manuela de Freitas/Fado Rosita, de Joaquim Campos) atua nos dias 07, 08 e 09 de novembro, na Nova Taberna, instalada no Salão de Câmara do Teatro Musical de Gdynia.

    O poeta, compositor e ex-ministro da Cultura de Cabo Verde, Mário Lúcio, estreia-se neste Festival que, desde há 15 anos, reserva habitualmente os sábados para a música de Cabo Verde. Mário Lúcio - “um incansável embaixador global da sua cultura, além de ser a força criativa por trás do repertório de muitas das melhores vozes do género”, como a ele se refere o Festival no seu “site” - atua a 7 de novembro, no Teatro Musical de Gdynia.

    Lúcio apresenta-se com a sua Pan African Band, um grupo formado por músicos de vários países africanos de língua oficial portuguesa, com a qual gravou o álbum “Independance” (2025).

    O álbum inclui, entre outros, temas como “Nha Bio”, “Maka, Maka” ou “Codé”, todos de sua autoria, e “é uma homenagem às tradições musicais das suas ilhas e de outras regiões do continente [africano], rico nos ritmos das danças rituais", afirma o Festival, que acrescenta: "Não é por acaso que o título, ao mesmo tempo que alude ao conceito de independência, também traz embutida a palavra ‘dance’ (dança)”.

    Mariza regressa ao Festival polaco, ao fim de dez anos, para apresentar temas do seu próximo trabalho, “Amor”, a sair em finais deste ano.

    A criadora de “Ó Gente da Minha Terra” (Amália Rodrigues/Tiago Machado) é apresentada pelo certame como “um ícone musical do mundo lusófono do século XXI, talvez a única artista de ‘world music’ a quem podemos chamar, sem hesitações, diva”.

    A “embaixadora cultural e uma figura que se reinventou sem perder as suas raízes” sobe ao palco do Teatro Musical de Gdynia no dia 10 de novembro, encerrando o Festival.

    O músico Luiz Caracol atua com a cantora e multi-instrumentista Ola Jas, que tem desenvolvido interesse pela música lusófona, tendo gravado um álbum com o músico português João de Souza e um dueto com o fadista Marco Oliveira.

    Ola Jas e Luiz Caracol apresentam o seu projeto “Lisbon Connection. Música da Cidade Luz”, na cidade polaca do Báltico.

    Os dois músicos gravaram canções de Caracol como “Sai". Ola compôs para Luiz Caracol a canção "Connected", ponto de partida de uma parceria, estando os dois a formar uma banda, composta por músicos de diversas culturas, adianta o Festival. Os dois atuam no dia 08 de novembro, no Teatro Musical de Gdynia.

    O cartaz do Festival que se realiza de 07 a 10 de novembro, inclui ainda a atriz, música e ativista política Angelique Kidjo, do Benin, o cantor e pianista de jazz Anthony Strong, de Inglaterra, e a cubana Haydee Milanes, que atuará acompanhada pelo contrabaixista Javier Molina, o pianista Luis Guerra e o percussionista Igor Sotolongo.