Ministério da Agricultura atento ao impacto da seca
Garantia da tutela numa altura em que os agricultores pedem apoios do Governo para mitigar falta de alimentação animal.
O Ministério da Agricultura garante que acompanha, com preocupação, os impactos da seca no setor, numa altura em que os agricultores pedem apoios do Governo para mitigar falta de alimentação animal.
Está "em curso um processo de monitorização diária", adianta a tutela, que assegura que serão "tomadas medidas adequadas se e quando se justificar".
O presidente da confederação dos agricultores alerta que, devido à seca, a alimentação animal começa a ser um problema que tende a agravar-se, refletindo-se no rendimento dos produtores.
"Neste momento, a região Sul é a mais atingida, juntamente com Trás-os-Montes. Na região do Ribatejo já se começa a notar e agora vai ser uma espécie de rastilho, porque se não houver chuva nos próximos dias, é num ápice que o estado das pastagens entra em quebra absoluta", disse o Eduardo Oliveira e Sousa, em declarações à Lusa.
O líder da confederação dos agricultores afirma que é necessário que o Ministério da Agricultura avance com medidas para tentar mitigar este fenómeno, nomeadamente, através da União Europeia.
Por outro lado, sublinha, as medidas de emergência, definidas pelo Governo em 2017, ainda não estão, novamente, a ser postas em prática.
"Ainda não há normas, anúncios, mas eu creio que não faltará muito", assegura
Já sobre o Plano Nacional de Regadios, uma das soluções apresentadas pelo Governo para mitigar os efeitos da seca, Eduardo Oliveira e Sousa garante que, apesar de ser um bom programa, "não é obra que esteja já pronta", nem é "suficientemente ambicioso".
