Ministra do Trabalho recusa que alterações no NISS atirem imigrantes para a ilegalidade

    A ministra do Trabalho recusou as acusações feitas pelo Partido Socialista.

    A ministra do Trabalho recusou hoje que o fim da atribuição automática do Número de Identificação da Segurança Social (NISS) a imigrantes signifique "atirar os trabalhadores para a ilegalidade". "Este Governo alterou, de facto, a prática de automaticidade total e falta de critério na atribuição do NISS", admitiu Maria do Rosário Ramalho, em resposta ao deputado socialista Miguel Cabrita, que acusou o Governo de "empurrar pessoas para a ilegalidade" com a alteração nas regras de acesso.

    Segundo a ministra, "não é política deste Governo que o número de Segurança social seja atribuído indiscriminadamente a quem queira, quando queira, sem haver uma justificação para tal", frisou. Mas, esta alteração "não significa atirar os trabalhadores para a ilegalidade", defendeu a ministra. "As empresas que celebram um contrato de trabalho indicam-no à Segurança Social e a Segurança Social, pelo efeito de ter esse contrato de trabalho, atribui automaticamente o NISS ao trabalhador. Portanto, não há qualquer empurrar das pessoas para a ilegalidade", justifica, referindo que a alteração se enquadra no âmbito da política do Governo de "imigração regulada".

    No final de dezembro, o Instituto da Segurança Social (ISS) veio emitir uma nota para esclarecer que as empresas "podem celebrar contratos de trabalho com cidadãos estrangeiros, mesmo que estes não possuam o Número de Identificação de Segurança Social (NISS)".