Neil Young e Billie Eilish contestam o ICE
Zara Larsson também se manifesta contra a atuação balística do US Immigration and Customs Enforcement.
Vão surgindo de forma dispersa vários músicos de renome a contestarem a atuação violenta da unidade de segurança United States Immigration and Customs Enforcement (mais conhecido como ICE), na ressaca do assassinato da poeta premiada Renee Nicole Good a 7 de janeiro, em plena rua, em Minneapolis.
Billie Eilish classificou o ICE como uma “organização terrorista” nas redes sociais. O impacto da intervenção da cantora pop foi suficientemente mediático para o Department of Homeland Security, que abarca esta unidade do ICE, responder. “Claramente, Billie Eilish não viu as imagens recentemente divulgadas, que corroboram o que o Departamento de Segurança Interna (DHS) tem vindo a afirmar desde o início: que esta pessoa estava a obstruir o trabalho da polícia e usou o seu veículo como arma numa tentativa de matar ou ferir agentes da autoridade federais”, cita a Billboard. A versão do DHS é diferente da imagem que se pode ver nesta peça da BBC, que mostra uma força desmedida de um oficial armado que dispara várias vezes na direção Renee Nicole Good, tirando-lhe rapidamente a vida.
Neil Young também se manifestou no seu site oficial contra o ICE e contra o atual Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Não havia ICE antes de Trump. Não havia soldados nas ruas antes de Trump. Cada movimento que faz visa criar instabilidade para que se possa manter no poder”. O rocker canadiano visa sobretudo o atual ocupante da Casa Branca. “Donald Trump está a destruir a América aos poucos, com a sua corte de aspirantes, pessoas sem qualquer experiência ou talento, alcoólicos escondidos e agressores de mulheres, líderes inexperientes que só sabem mentir para obedecer às falsidades de Trump e, assim, se manterem nos seus cargos imerecidos no seu governo inepto”.
Nas Instagram Stories, a cantora sueca Zara Larsson condenou também a atuação balística do ICE: “Adoro imigrantes, adoro criminosos, adoro pessoas trans, adoro abortos, adoro gays, adoro mulheres promíscuas, adoro contracetivos, adoro programas de assistência social, adoro o socialismo, odeio de morte o ICE”.
Antes deste episódio macabro em Minneapolis por parte do ICE, já vários músicos vinham criticando a atuação desta unidade de segurança que vigia imigrantes e as fronteiras dos Estados Unidos. No final do ano passado, Sabrina Carpenter criticou o uso de uma canção sua, ‘Juno’, para um vídeo de propaganda do ICE, com agentes a correrem atrás de imigrantes e a algemá-los. A cantora aproveitou para mostrar a sua repulsa por esta unidade policial. “Este vídeo é nojento. Nunca envolvam a minha música para beneficiar a vossa agenda desumana”. Aconteceu o mesmo com Olivia Rodrigo, que viu uma música sua numa campanha do ICE. Olivia Rodrigo também aproveitou para arrasar o ICE: “jamais usem as minhas músicas para promover a vossa propaganda racista e cheia de ódio”.
