O reinado do bolo-rei está a acabar? Há sucessores à vista: os filhos e um primo
Está há 150 anos na mesa de Natal dos portugueses, mas pode perder o protagonismo.
Amado ou rejeitado. É difícil haver um meio-termo quando o assunto é: bolo-rei. Se é uma daquelas pessoas que passa ao lado deste doce tradicional, o mais certo é que atribua a culpa a um ingrediente específico: a fruta cristalizada. A boa notícia é que o bolo-rei “já tem filhos”, e esta descendência agrada a muitos. “Como o consumidor deixou de estar com um gosto tão orientado para um bolo de uma massa mais pesada, com muitas frutas cristalizadas - que hoje é apontado pela maior parte dos consumidores como o menos agradável - a tradição reinventa-se”, afirma o investigador João Pedro Gomes, especializado em património alimentar.
O bolo-rainha e o bolo-rei escangalhado são alguns dos “descendentes” do bolo-rei mas também há um primo: o panetone. “Há 10 anos, o Panetone era virtualmente desconhecido em Portugal. Hoje temos variadíssimas pastelarias a fazer panetones artesanais para complementar a oferta”, diz o investigador.
João Pedro Gomes conclui que o bolo-rei está de boa saúde, apesar de ter perdido algum protagonismo na mesa da ceia de Natal. Resta agora saber se no futuro as novas gerações vão continuar a corrida às pastelarias para comprar o tradicional bolo-rei, ou se a descendência assume o trono na consoada dos portugueses.
