Investimentos na defesa "não podem ser feitos à custa de cortes significativos" na PAC ou Coesão
A posição é da eurodeputada Carla Tavares, co-relatora do Parlamento Europeu para o próximo orçamento comunitário.
As instituições europeias preparam o próximo orçamento europeu para 2028-2034, que prevê um maior foco do investimento na defesa. A eurodeputada socialista Carla Tavares, co-relatora do Parlamento Europeu, reconhece que é preciso dar atenção às questões da segurança e defesa, mas sem colocar em causa o investimento em áreas como a agricultura ou a coesão.
"Percebemos que é necessário uma nova arquitetura, mas também defendemos e defenderemos intransigentemente até ao fim, que as políticas de coesão, ou melhor, que os investimentos que são necessários na área, por exemplo, da segurança e da defesa, não podem ser feitos à custa de cortes significativos, seja na área da política agrícola comum, seja, por exemplo, nas áreas da política de coesão", refere a eurodeputada em entrevista à nossa redação em Estrasburgo.
No capítulo da habitação, Carla Tavares diz que o reforço do investimento não pode esperar pelo próximo orçamento: "não se pode pedir aos jovens, à classe média que espere até 2028 por um orçamento, por um quadro financeiro a sete anos que ao dia de hoje nós nem sabemos qual vai ser a sua dimensão e que do meu ponto de vista, pode entrar na área da coesão, mas será sempre manifestamente curto o que vai haver de disponibilidade financeira orçamental na coesão para poder ajudar a uma urgência que temos neste momento em cima da mesa e que não pode esperar de forma nenhuma."
