Promessas eleitorais: fim de exames finais do 9º, creches gratuitas para recém-nascidos, e menos trabalhos de casa

    A educação é uma das preocupações em todos os programas eleitorais. Conheça algumas das promessas dos partidos com assento parlamentar.

    O fim de exames finais do 9º ano, creches públicas gratuitas para recém-nascidos, e menos trabalhos de casa, são algumas das promessas eleitorais dos partidos com assento parlamentar. Como sempre, há ideias convergentes e outras díspares para agradar ao voto nas legislativas no próximo domingo, 6 de outubro.

    "Escola inclusiva", uma expressão comum a todos os programas eleitorais. Os partidos querem todas as crianças na escola, independemente do sítio onde vivam e das famílias terem muito ou poucos rendimentos. Prometem reforçar a ação social e aumentar as residências universitárias. Querem modernizar escolas e actualizar currículos.

    Depois, há promessas específicas em cada partido. O PS não quer chumbos no ensino básico, e promete bolsas automáticas no ensino superior para quem já recebia ação social no ensino secundário. Os socialistas ainda pedem vagas de mestrado a preços controlados para quem tiver mérito, e curtos cursos superiores semelhantes aos MBA executivos. 

    Já o PSD pede o fim das provas de aferição, e considera que os exames finais do 6º e do 9º não devem ser eliminatórios. Os sociais democratas ainda gostavam de ver intercâmbios de universitários entre o litoral e o interior, num Erasmus interno. Consideram que as escolas têm que massificar o desporto, e sugerem competições entre estabelecimentos de ensino.

    O PCP defende uma avaliação contínua, sem provas de aferição e sem exames no 9º, 11º, e no 12º. Gostava de ver o ensino das artes a ter mais força.

    Quanto ao Bloco de Esquerda pede creches públicas a contar logo com recém-nascidos. Mais à frente, na vida escolar, quer preservativos oferecidos nas escolas. E no ensino superior gostava que as propinas baixassem por fases até desaparecerem no ano 2023.

    O CDS-PP quer o pré-escolar obrigatório a partir dos cinco anos, nem que o Estado faça contratos com creches privadas e com IPSS. Considera que os pais deviam inscrever os filhos nas escolas públicas que quisessem, independentemente de ser perto de casa. O CDS ainda pede uma revolução nos níveis de ensino: em vez do básico, com três ciclos, e do secundário, os centristas pedem um ensino básico com seis anos e um secundário com outros seis.

    O PAN gostava de ter mindfulness e filosofia para crianças. E, também, hortas e, pelo menos, dois animais em cada escola. Mais: no final de cada ciclo cada aluno devieria plantar dez árvores. O PAN também clama por menos matéria ensinada nas escolas, e por menos trabalhos de casa.