Quatro incêndios no Norte já estão em resolução

    Trabalhos de rescaldo ocupam mais de 1400 operacionais.

    Mais de 1.400 operacionais e 450 meios terrestres estavam hoje, às 12h30, mobilizados para os incêndios de Torre de Moncorvo, Santo Tirso, Arouca e Boticas, na região Norte, que já estão em fase de resolução, de acordo com a Proteção Civil.

    Segundo o 'site' da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que regista as ocorrências a nível nacional, pelas 12:30 estes incêndios na região Norte eram as únicas ocorrências significativas a registar, embora os quatro fogos estejam já em fase de resolução.

    O incêndio que mobiliza mais meios é o de Arouca, concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto (AMP), que deflagrou na segunda-feira, foi dominado esta manhã, às 08h20, e estava pelas 12h30 a ser acompanhado por 587 operacionais, 191 meios terrestres e três aéreos.

    Três dos quatro bombeiros voluntários de Arouca que seguiam num carro de combate a incêndios que se despistou na madrugada de quarta-feira sofreram ferimentos graves e encontram-se internados no Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira.

    Já o fogo de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança e sub-região do Douro, à mesma hora mobilizava 363 operacionais, 120 meios terrestres e um aéreo, após ter deflagrado na tarde de sábado.

    Na noite de quarta-feira, este incêndio, que alastrou ao concelho de Carrazeda de Ansiães, foi dado como dominado, segundo Miguel Fonseca, comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro, que realçou a evolução "bastante positiva" dos trabalhos "muito pela ação dos operacionais e das máquinas de rasto no terreno e dos meios aéreos" ao longo do dia.

    Já em Boticas, no distrito de Vila Real e sub-região do Alto Tâmega e Barroso, o incêndio que teve início na terça-feira mobilizava 315 operacionais, 100 meios terrestres e três aéreos.

    Este fogo, juntamente com outros que começaram nas aldeias de Nogueira e Ardãos desde sábado à noite, atingiram cerca de 70% da área desta freguesia do concelho de Boticas e destruíram pinhal, apiários e pasto para os animais.

    Das ocorrências significativas, o incêndio que já está a mobilizar menos meios é o de Santo Tirso (distrito do Porto e AMP), com 140 operacionais, 43 meios terrestres e já sem meios aéreos, após se ter deflagrado na segunda-feira.

    O incêndio foi dado como dominado ao final de tarde de quarta-feira.

    O fogo de Alijó (Douro e distrito de Vila Real), que deflagrou na quarta-feira à tarde, encontra-se em fase de conclusão, segundo a Proteção Civil, após ser dado como dominado pelas 01:20 de hoje. Mobiliza ainda 64 operacionais e 20 meios terrestres.

    Sete concelhos dos distritos de Bragança, Castelo Branco e Guarda estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

    Em causa estão os concelhos de Vimioso, Miranda do Douro, Mogadouro, Carrazeda de Ansiães (Bragança), Trancoso, Sabugal (Guarda) e Penamacor (Castelo Branco).

    O IPMA colocou também mais de 50 concelhos dos distritos de Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro em perigo muito elevado de incêndio.

    Em perigo muito elevado estão mais de 60 concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Viseu, Bragança, Coimbra, Leiria, Lisboa, Santarém, Portalegre, Évora, Beja e Faro.

    O perigo de incêndio rural determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.