Raimundo e Tavares: um debate amigável

    Foi a Europa que se revelou o grande ponto divergente no debate entre o porta-voz do Livre e o líder do PCP foi a Europa, num debate onde também se discutiu habitação e os próximos anos.

    A grande divergência no debate entre PCP e Livre foi a Europa. 

    O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, referiu que "não acompanhamos nada esta ideia de que a Europa precisa de se armar até aos dentes". Foi a resposta ao que Rui Tavares tinha defendido no início do debate na SICN: uma unidade europeia que passasse também por um reforço da autonomia militar europeia. Até porque, reafirmou, "estamos a transitar para um mundo de multipolaridade" em que a China surge como "potência emergente" e onde a "Rússia é potência militar".

    Já Paulo Raimundo referiu que "o país precisa de valorizar as forças armadas" através do "desígnio institucional atribuído pela Constituição da República".

    "Não trocamos dinheiro para a guerra" por habitação, creches ou lares, afirmou o líder comunista, sustentando que "a fatura, se se confirmar, vai recair sobre os povos".

    Paulo Raimundo considerou ainda que Portugal precisa de investir nas Forças Armadas, mas não precisa de "investir numa dinâmica de guerra". Por este motivo, defendeu a criação de um "plano de desenvolvimento das Forças Armadas", com o objetivo de defender o território nacional.

    Em resposta Rui Tavares ironizou que não teria servido de nada ir ao Kremlin conversar com Putin.

    Na habitação, ambos admitem apoiar as diferentes medidas que sugerem para combater a crise no setor, e quanto ao pós-18 de maio, o importante “não é quem fica em primeiro lugar” mas uma “maioria" que faça um ”tipo de política com que as pessoas contam".