Ruas com acesso condicionado na Baixa de Coimbra vão ter controlo automático
O projeto vai instalar dez pontos de controlos de entrada e saída, no âmbito da iniciativa "Bairros Comerciais Digitais".
A Câmara de Coimbra investiu cerca de meio milhão de euros para instalar um sistema automático de controlo de entrada e saída de viaturas em ruas já com acesso automóvel condicionado na Baixa da cidade.
A Câmara de Coimbra adjudicou à Soltráfego, após concurso público, a instalação de um sistema automático de controlo de entrada e saída de viaturas em ruas da Baixa que já têm trânsito condicionado, por 463 mil euros (mais IVA), de acordo com o contrato publicado na quinta-feira e consultado pela agência Lusa no portal dedicado à contratação pública Base.
“São sistemas automáticos de controlo, com pinos automáticos que são acionados com um sistema de leituras e de reconhecimento de matrículas”, disse à Lusa a vereadora com o pelouro da mobilidade da Câmara de Coimbra, Ana Bastos.
O projeto, financiado no âmbito da iniciativa “Bairros Comerciais Digitais”, vai instalar dez pontos de controlos de entrada e saída em ruas já com acesso condicionado a residentes e a comerciantes (para cargas e descargas).
Os pinos serão instalados na Praça 08 de Maio e Portagem (controlando os acessos na Ferreira Borges e Visconde da Luz), assim como nas várias ruas da Baixinha que se acedem a partir da avenida Fernão de Magalhães, após o cruzamento com o futuro troço do 'metrobus' (rua da Louça, Simão de Évora, Padeiras, Adelino Veiga e Largo das Ameias), e a rua da Sota, no ponto de entrada a partir da Portagem.
Além de abranger o núcleo central da Baixinha, haverá ainda dois controlos junto à rua Corpo de Deus e na rua das Figueirinhas (que desce para o café Santa Cruz), onde têm sido registados “alguns problemas de acesso” ao Mercado D. Pedro V através daquela rua, explicou Ana Bastos.
De acordo com a vereadora, residentes e comerciantes serão convidados a inscrever-se no sistema, mas o município já tem a listagem “de muitos deles”, face à emissão do cartão de residente.
“Haverá uma base de dados onde estarão associadas as respetivas matrículas e depois o sistema, automaticamente, lê a matrícula e abre o pino e podem entrar”, explicou.
Nesta primeira fase e sendo um sistema que o município implementa pela primeira vez, a autarquia pretende identificar dificuldades, condicionantes e queixas e, em função disso, ampliar o sistema para outras zonas.
Caso o sistema funcione, a Alta deverá ser a próxima zona a ser contemplada pela instalação dos pinos, podendo também vir a ser implementado “em alguns núcleos residenciais que merecem ser defendidos quando têm muita procura, nomeadamente de estacionamento ou tráfego de atravessamento”, afirmou.
Face ao funcionamento disponível 24 horas, o município ainda vai definir qual o serviço camarário que irá gerir a central de controle – que assegura a abertura de pinos em caso de avaria ou falha de leitura de matrículas.
Ana Bastos realçou que veículos de emergência médica e polícia terão uma espécie de cartão que permitirá ativar a entrada em qualquer acesso.
