Salvador Sobral apoia flotilha humanitária rumo a Gaza e critica governo português

    O músico esteve em Barcelona no domingo para apoiar a missão solidária que quer levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

    Salvador Sobral esteve no domingo (31 de agosto) no Porto de Barcelona para apoiar a Global Sumud Flotilla - a missão que junta pessoas de 44 países com o intuito de levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

    Entre os cerca de 300 ativistas a bordo dos cerca de 20 barcos, está a deputada do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua, o ativista Miguel Duarte e a atriz Sofia Aparício.

    O músico português quis marcar presença na partida da missão que estima chegar a Gaza daqui a duas semanas.

    "Vim acompanhar as minhas conterrâneas e o meu conterrâneo nesta missão de bravura e muita coragem, completamente o oposto do nosso governo pusilânime e cobarde, que ainda nem sequer reconheceu o Estado [da Palestina]", disse Salvador Sobral num vídeo gravado ao lado de Mariana Mortágua, Sofia Aparício e Miguel Duarte.

    "Estamos muito longe de cortar laços diplomáticos e todos os laços com Israel", acrescentou, desejando depois a "maior força" aos três portugueses que se juntaram à missão. "Muita admiração por estas pessoas", reforçou o músico.

    A Global Sumud Flotilla saiu inicialmente de Barcelona, no nordeste de Espanha, no domingo à tarde, porém, os barcos regressaram à cidade espanhola algumas horas mais tarde devido a uma tempestade no mar.

    A frota humanitária, que pretende ser "a maior missão humanitária da história" para com o território de Gaza, voltou a partir início da noite desta segunda-feira.

    Quem tem também segue na frota é a ativista sueca Greta Thunberg que anunciou a missão como “a maior tentativa de romper o bloqueio ilegal israelita a Gaza”.

    No final de julho, Portugal admitiu que pode vir a reconhecer o Estado da Palestina em setembro. O Governo português adiantou na altura, em comunicado, que ia ouvir o Presidente da República e os partidos com assento parlamentar "com vista a considerar efetuar o reconhecimento do Estado palestiniano".