Sobe para seis o número de portugueses e luso-descendentes mortos na Venezuela

    Consequência dos fortes sismos registados na quarta-feira.

    Pelo menos seis portugueses e luso-descendentes estão entre as vítimas mortais dos sismos de quarta-feira na Venezuela, confirmou à nossa redação fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

    A mesma fonte esclarece que se tratam de quatro lusodescendentes e dois cidadãos portugueses.

    O primeiro sismo de magnitude 7,2 ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, seguido por um segundo de magnitude 7,5 e por cerca de 20 réplicas.

    O balanço mais recente dá conta de pelo menos 188 mortos, mais de 1.500 feridos e ainda há pelo menos 147 pessoas desaparecidas.

    Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela, que já decretou o estado de emergência.

    Seguro confirma preparação de apoio português para chegar o mais rápido possível

    O Presidente da República, António José Seguro, disse ter recebido do Governo a informação de que o apoio à Venezuela está a ser preparado para chegar ao país o mais rapidamente possível.

    "A informação que eu recebi do Governo, que é o Governo que tem essa responsabilidade, é que está tudo a ser preparado e no mais curto espaço de tempo para que, de facto, o apoio possa chegar à Venezuela rapidamente", disse o chefe de Estado aos jornalistas, em Miami, onde assistirá ao jogo da seleção portuguesa de futebol no sábado.

    Seguro não afastou a possibilidade de que o número de vítimas portuguesas e lusodescendentes possa aumentar, mas sublinhou que o desejo "de todos é isso não aconteça".

    "E, por isso, todos os esforços que possam ser feitos neste momento, rapidamente, são esforços bem-vindos. Todo o apoio, toda a ajuda que todos os Estados possam neste momento dar à Venezuela. O que nós desejamos é boas notícias e eu deixo esta palavra de solidariedade e de esperança às famílias portuguesas", concluiu.