Greve pode dificultar visitas a museus e monumentos em todo o país a partir desta sexta-feira

    Em causa está uma greve dos trabalhadores deste setor que exigem uma valorização salarial nos feriados.

    Os trabalhadores dos museus e monumentos nacionais iniciam esta sexta-feira uma greve ao trabalho suplementar e em dias de feriado, convocada até 31 de dezembro pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS).

    A reunião de um piquete de greve, em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, entre 09:30 e as 10:00, assinala o início da jornada, segundo os representantes sindicais.

    Em comunicado divulgado na passada segunda-feira, a federação sindical revela que os trabalhadores voltam a fazer greve “para exigir uma justa compensação pelo trabalho prestado nestes dias” e que a paralisação prologar-se-á até 31 de dezembro, “afetando todos os feriados até lá”.

    Orlando Almeida, dirigente da FNSTFPS, diz que os trabalhadores exigem a "valorização do trabalho realizado em dia normal aos feriados". "Um trabalhador que trabalhe ao feriado aufere mais 50% do dia de trabalho. Isto corresponde entre 15 a 20 euros já com desconto para estes trabalhadores que ficaram esquecidos pelo governo na tão apregoada valorização dos trabalhadores da administração pública", acrescenta.

    O sindicalista diz que as reivindicações já não são novas e que a federação se reuniu em março passado com a ministra da Cultura e com a administração da Museus e Monumentos de Portugal e que “não houve nem abertura para negociar, nem uma proposta sequer” por parte da tutela.

    Nos 38 museus, monumentos e palácios nacionais geridos pela Museus e Monumentos de Portugal, entre os quais o Palácio Nacional de Mafra, o Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém (Lisboa) e o Convento de Cristo (Tomar), trabalham atualmente cerca de mil funcionários, estimou Orlando Almeida.