UE ativa sistema satélite para apoiar Nepal
O sistema satélite europeu Copernicus pode ajudar a mapear as zonas afetadas no Nepal.
A presidente da Comissão Europeia lamentou hoje as vítimas das “inundações devastadoras” que atingiram o norte do Nepal, junto à fronteira com a China, anunciando a ativação do sistema satélite europeu Copernicus.
“Inundações devastadoras atingiram comunidades no Nepal e na China. Os meus pensamentos estão com todos os afetados, especialmente com as famílias que perderam entes queridos ou que continuam à espera de notícias. Deixamos também uma palavra para os bravos operacionais de emergência”, escreveu Ursula von der Leyen, numa publicação na redes sociais.
A líder do executivo comunitário anunciou que “o Copernicus foi ativado para ajudar a mapear as zonas afetadas no Nepal e apoiar a resposta no terreno”.
“Estamos prontos para mobilizar mais assistência europeia, se necessário”, adiantou.
O Copernicus é o programa de observação da Terra da UE, que usa sobretudo satélites, mas também dados de sensores terrestres, marítimos e aéreos, para acompanhar o estado do planeta.
Neste caso, está em causa o Serviço de Gestão de Emergências do Copernicus, que pode ser ativado quando ocorre uma catástrofe como inundações ou sismos.
Através de imagens de satélite, produz mapas das zonas afetadas, ajudando as autoridades a perceber a extensão dos danos e a orientar as operações de emergência.
As cheias repentinas que atingiram hoje o norte do Nepal, junto à fronteira com a China, provocaram pelo menos 55 mortos e deixaram centenas de pessoas desaparecidas.
A subida súbita das águas do rio Bhotekoshi afetou sobretudo o distrito montanhoso de Rasuwa, destruindo casas, estradas, pontes e infraestruturas de produção de energia, tendo também atingido os distritos de Nuwakot e Dhading.
Segundo as autoridades, 403 pessoas desaparecidas, das 341 estrangeiras.
As operações de busca e salvamento estão em curso, com o exército nepalês a mobilizar helicópteros e equipas de emergência.
O grupo de estrangeiros inclui 105 indianos, 17 malaios, 12 britânicos, quatro sul-africanos, três norte-americanos, um australiano e um neerlandês, enquanto as autoridades tentam confirmar a nacionalidade das restantes pessoas.
Várias horas depois da tragédia, as autoridades nepalesas continuavam a avaliar a dimensão dos estragos e a tentar localizar as pessoas desaparecidas.
Do lado da China, o Presidente Xi Jiping ordenou que fossem mobilizados todos os meios para socorrer as populações afetadas, embora as autoridades ainda não tenham referido quaisquer dados sobre possíveis vítimas.
