Três anos da invasão russa: Os sons que marcaram o fatídico dia U
Assinalam-se, esta segunda-feira, três anos da invasão russa da Ucrânia.
Ainda é de madrugada em Kiev e os ventos da guerra já chegam às ruas, com o toque da sirene. É dia 24 de fevereiro de 2022. Explosões começam a ouvir-se na capital da Ucrânia, são os primeiros edifícios a serem atingidos por mísseis russos.
O presidente da Rússia anuncia que decidiu “conduzir uma operação militar especial” para proteger “as pessoas que têm sido sujeitas a agressões e genocídio pelo regime de Kiev durante oito anos”.
Vladimir Putin diz que o objetivo é “desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia” e assegura que os planos “não incluem a ocupação de territórios ucranianos”. “Não vamos forçar ninguém a nada”, garantiu.
Três anos passados, a realidade é outra, com boa parte do território ucraniano sob o domínio russo e mais de 10 milhões de deslocados, segundo as Nações Unidas.
Naquele dia 24 de fevereiro de 2022, as condenações internacionais somaram-se. Já ninguém duvidava que fosse o início de uma guerra.
“Putin é o agressor. Putin escolheu esta guerra”, começa por dizer Joe Biden, na altura presidente dos Estados Unidos. Nas Nações Unidas, o secretário-geral, António Guterres, faz um sentido apelo: “Presidente Putin, do fundo meu coração, pare as suas tropas”.
Mas o líder russo não recua e obriga milhares a fugir. Nas estações de comboio, nas estradas, vidas são deixadas para trás. Um antigo comediante pode juntar-se, mas opta por dizer “Preciso de munições, não de boleia”.
Volodymir Zelenskly passa a ser herói de uma nação. Foi há três anos.
