Óscares: "Anora" vence cinco Óscares

    Cineasta independente Sean Baker vence nas categorias de Melhor Realização, Melhor Montagem e Melhor Argumento Original.

    Às 3h43 da madrugada em Portugal, “Anora” é declarado como o Melhor Filme, chegando aos cinco Óscares. 

    A jovem Mickey Madison causa sensação ao receber o Óscar de Melhor Atriz, pela longa-metragem “Anora”, apesar do favoritismo de Demi Moore, de “A Substância”.  

    A jovem Mickey Madison causa sensação ao receber o Óscar de Melhor Atriz, pela longa-metragem “Anora”, apesar do favoritismo de Demi Moore, de “A Substância”.  

    Sean Baker já vai em três prémios individuais, pelo filme “Anora”, desta vez na estatueta de Melhor Realização. Sean Baker aproveita fazer um discurso a favor do cinema e para dar os parabéns à sua mãe.

    Tal como esperado, Adrien Brody vence o Óscar de Melhor Ator Principal, pelo seu desempenho no filme “O Brutalista”. 

    O produtor e compositor Quincy Jones merece um grande tributo, tanto nos discursos de Whoopi Goldberg e Oprah Winfrey, como na interpretação muito coreografada de Queen Latifah, a cantar ‘Ease on Down the Road’ (de 1975).

    O Óscar de Melhor Partitura Original é entregue ao compositor inglês Daniel Blumberg, pelo filme “O Brutalista”.

    “Ainda Estou Aqui” vence o Óscar de Melhor Filme Internacional, em representação do Brasil.

    Ao fim de quase três hora de cerimónia, “O Brutalista” vence o seu primeiro Oscar, numa categoria de excelência cinematográfica: Melhor Fotografia. O inglês Lol Crawley foi o galardoado.

    Morgan Freeman enaltece o ator Gene Hackman, no In Memoriam da gala, onde são lembrados outros desaparecidos dos últimos 12 meses, como Gena Rowlands, Donald Sutherland ou o realizador David Lynch.

    Já na segunda metade da cerimónia, o filme “Dune PartTwo” vence de rajada dois Óscares, nas categorias de Melhor Efeitos Especiais e de Melhor Som. 

    Os realizadores palestiniano Basel Adra e israelita Yuval Abraham de “No Other Land”, criticam a agressão israelita na Palestina e a política externa norte-americana no discurso de vitória de Melhor Documentário. É um dos momentos mais políticos da noite.

    “Emilia Perez” vence na categoria de Melhor Canção, por ‘El Mal’. A dupla francesa Clément Ducol e Camille recebeu os Óscares das mãos de Mick Jagger, dos Rolling Stones.

    “Wicked” venceu o segundo Óscar na categoria de Melhor Direção Artística, atribuidos a Nathan Crowley e Lee Sandales 

    Zoe Saldana fica em lágrimas ao vencer a estatueta dourada de Melhor Atriz Secundária pelo seu papel no musical “Emilia Perez”. Zoe Saldana salienta o facto de ser filha de imigrantes no seu emocionado discurso de vitória, não esquecendo que é a primeira de origem dominicana a ser oscarizada.

    O realizador Sean Baker vence o seu segundo Óscar na categoria de Melhor Montagem, por “Anora”, e brinca consigo mesmo - “fui eu que salvei o filme na edição, aquele realizador…”.  

    A história dos filmes de James Bond foi enaltecida com Lisa, Doja Cat e Raye a cantarem algumas das músicas mais marcantes destas sagas do agente secreto 007, como Live and Let Die, Diamonds are Forever e Skyfall. 

    “Substância” vence o Óscar de Melhor Caracterização, em nome Pierre-Olivier Persin, Stéphanie Guillon e Marilyne Scarselli.

    O Óscar de Melhor Argumento Original foi atribuido a “Anora” e ao guionista e realizador Sean Baker. Outro dos favoritos, “Conclave” venceu na outra categoria da escrita, o Melhor Argumento Adaptado, na pessoa de Peter Straughan.

    “Wicked” venceu o primeiro Óscar na categoria de Melhor Guarda-Roupa, O estilista Paul Tazewell recebeu a estatueta e lembrou que foi o primeiro afroamericano a vencer este prémio. A apresentação dos nomeados mereceu todo o detalhe visual, com os desenhos em cinco ecrãs, e a apresentação minuciosa dos estilistas candidatos. 

    Nos domínios da animação, venceram filmes de outras paragens, O letão “Flow: À Deriva” (em exição em Portugal) provoca a primeira surpresa da noite ao vencer o Óscar de Melhor Filme de Animação. Na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação, triunfa o iraniano ‘In the Shadow of the Cypress’. 

    Kieran Culkin vence o Óscar de Melhor Ator Secundário pelo seu papel no filme “A Verdadeira Dor”.

    Conan O’ Brien, no seu monólogo humorístico, brincou com Jeff Bezos da Amazon e a Inteligência Artificial e mencionou os herói dos combates aos incêncdios de Los Angeles. Mais tarde, o humorista mostrou os seus dotes de poliglota, falando em castrelhano e dois dois idiomas da Índia e da China,

    Ariana Grande abriu a 97ª cerimónia dos Óscares a cantar o clássico ‘Over the Rainbow’ (do filme de 1939, “O Feiticeiro de Oz”), com um cenário do lua cheia.

    Cynthia Erivo juntou-se-lhe em palco para cantar um tema cinematográfico dos anos 70, ‘Home’.

    O medley do filme “Wicked” com as duas em palco termina com o dueto de ‘Defying Gravity’.