Apagão não parou a vida dos agricultores. Mas se tivesse sido por mais tempo?

    Agricultores querem perceber causa do apagão antes de investirem numa solução para fazer face a um novo episódio.

    O apagão que parou o país na passada segunda-feira não interferiu no trabalho dos agricultores e teve poucas consequências no setor. Luís Mira, secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal ( CAP) alerta, no entanto, que caso a situação se tivesse prolongado, teria afetado os produtores com implicações na carteira dos consumidores. “ Há casos em que foi necessário dar alimentação a animais que tinham sistemas automáticos e dependiam da eletricidade, houve também nas estufas a impossibilidade de regar e isso levou, no caso dos frutos vermelhos, a uma diminuição do calibre e a um prejuízo. A maior preocupação prendia-se com as câmaras frigoríficas que têm fruta conservada e que, se esta situação se prolongasse, estávamos com um risco grande que teria que ser colmatado a geradores ou de perder uma parte”, afirma. 

    Luís Mira explica as consequências do apagão no setor

    O secretário-geral da CAP diz que é preciso agora apurar as causas do apagão de segunda-feira antes de ser feito um investimento num sistema para fazer face a um episódio semelhante. “Isto foi a primeira vez que aconteceu na história da eletricidade em Portugal, há casos e há regiões do país em que há muitos cortes de energia, mas não são 8 horas. Estar a investir num sistema para daqui a 20 anos ou 30 anos, temos que perceber qual foi a razão que levou a isto e se há circunstâncias para que isto se repita, então aí os operadores tomam decisões”, adianta Luís Mira.

    O secretário-geral da CAP diz que é preciso perceber as causas do apagão

    Um corte generalizado no abastecimento elétrico afetou na segunda-feira, desde as 11:30, Portugal e Espanha, e continua sem ter explicação por parte das autoridades.