Portugueses acreditam no Poder Local
Barómetro da Fundação Francisco Manuel dos Santos revela a uma imagem tradicionalmente positiva do poder local em Portugal
O poder local continua a afirmar-se como a expressão mais próxima da democracia, onde as decisões têm rosto e voz na comunidade. Mais do que gestão administrativa, o poder local representa proximidade, escuta e ação. Esta é uma das conclusões do Barómetro da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FMMS) sobre percepções, atitudes e comportamentos dos residentes em Portugal em relação ao Poder Local.
O Barómetro, desenvolvido por Filipe Teles e Nuno da Cruz, revela que "nas autárquicas o desempenho da autarquia e as características pessoais dos candidatos têm maior peso do que a cor partidária em comparação com outras eleições".
Nuno da Cruz indica ainda que "os eleitores procuram um candidato com sentido de integridade, ou seja, pessoas preferem alguém que não está disponível para contornar a lei.. Em segundo lugar, a ideologia, se é à esquerda ou à direita, é segundo fator mais influente. Aliás, no seu conjunto cerca de 70 % da decisão de votar num candidato ou numa candidata fica resumido a isso: A integridade, a orientação ideológica e depois o estilo de liderança."
Entre as principais conclusões, destaca-se que 51 por cento dos inquiridos referem a prestação de serviços públicos de qualidade, ao menor custo possível, como a principal missão das autarquias,
A figura do ou da Presidente da Câmara é percepcionada como o principal símbolo do poder local: mais de 60 por cento da população inquirida considera que detém uma forte influência na definição das políticas adoptadas. Já as Assembleias Municipais, empresas privadas ou organizações da sociedade civil são vistas como atores menos influentes no poder local.
O inquérito envolveu 1.070 entrevistas representativas da população residente em Portugal continental com 18 ou mais anos.
