Meteoro avistado ontem em Portugal é "fenómeno raro" e não deveria ter mais do que um quilo

    O investigador Pedro Machado foi uma das pessoas que ontem conseguiu ver o meteoro.

    O meteoro avistado ontem, ao final da tarde, em Portugal e também em Espanha, é um “fenómeno raro”. A explicação é de Pedro Machado, investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, que ontem também teve oportunidade de observar o clarão que atravessou os céus. “Estava a regressar com a família a Lisboa e antes de atravessar a Ponte 25 de abril vi um clarão bastante intenso”, conta o especialista.

    Todos os dias cruzam a atmosfera cerca de duas toneladas de poeiras, de pequena dimensão, que não visíveis. Por isso, devido à dimensão, é raro o meteoro que muitas pessoas avistaram ontem. “Nós muitas vezes chamamos uma estrela cadente, mas as estrelas não caem, pelo menos assim.  Na verdade, é um meteoro, este nós denominamos bólide, este pedaço de asteróide, com alguma dimensão, ao entrar na atmosfera devido à fricção atinge temperaturas muito elevadas, fica incandescente e por isso é que nós o vemos”, explica Pedro Machado. 

    "Meteoro teria dois quilogramas no máximo". Ouça aqui a entrevista.

    O investigador acredita que o mais provável é que o meteoro se tenha desintegrado na atmosfera. “O mais provável é não ter chegado ao chão. Suponho que muitas pessoas também viram o mesmo que eu, uma pequena explosão e depois deixaram de o ver”, adianta.

    Os bólides, meteoros com alguma dimensão e particularmente luminosos, atravessam os céus a alta velocidade, alguns quilómetros por segundo. Quanto ao peso do meteoro, o investigador apenas pode avançar uma estimativa. “Serão algumas gramas, diria que não passará de um quilograma, dois quilogramas no máximo”, afirma.