Álbum da Semana: "(What's The Story) Morning Glory?" - Oasis
Ouça este álbum, do lado A ao lado B, de domingo para segunda à noite, entre as 00h-01h.
Álbum da Semana com Sandra Ferreira
“(What’s the Story) Morning Glory?” - Oasis
O álbum que fez dos Oasis os reis do Britpop
Em 1995 os Oasis estavam numa posição curiosa: eram simultaneamente a maior promessa do rock britânico e um desastre ambulante à beira do colapso. O álbum de estreia, "Definitely Maybe", tinha sido um sucesso estrondoso, colocando-os no centro da revolução Britpop, mas a pressão para um segundo disco era enorme. O mundo esperava para ver se Liam e Noel Gallagher eram realmente os novos Beatles ou apenas dois irmãos conflituosos com egos demasiado grandes.
Entre rivalidades com os Blur, discussões épicas entre os próprios irmãos que ocupavam muitas páginas dos tabloides ingleses e um estilo de vida que misturava arrogância e talento, "(What’s the Story) Morning Glory?" provou que os Oasis eram mais do que ruído e falatório nos jornais – afinal aqueles miúdos eram capazes de criar hinos.
Só que, o processo de gravação foi, como seria de esperar, caótico. Os irmãos Gallagher estavam constantemente em guerra, e Noel chegou a expulsar Liam do estúdio durante as sessões. Mas talvez esse caos tenha sido essencial para dar ao álbum esta energia crua.
Resultado? Um dos discos mais vendidos da história do Reino Unido e a certeza de que os Oasis tinham ultrapassado a barreira do Britpop para se tornarem verdadeiras lendas do rock.
O meu Top 5 do álbum "(What’s the Story) Morning Glory?"
1. Wonderwall
Aquela música que toda a gente sabe tocar na guitarra, mesmo que só saibam três acordes. Um hino melancólico que Noel Gallagher escreveu, supostamente, para a sua então mulher – embora anos depois tenha dito que não era sobre ninguém específico. Seja como for, continua a ser uma das músicas mais tocadas da história e um marco obrigatório em qualquer sessão de karaoke.
2. Don’t Look Back in Anger
Se há uma música dos Oasis que podia ser um hino, é esta. Noel criou uma balada épica que se tornou um símbolo de esperança. O refrão, gritado em uníssono por multidões até hoje, prova que, por mais desastrosa que a vida seja, há sempre um verso para cantar de olhos fechados e braços no ar.
3. Champagne Supernova
A prova de que uma letra que não precisa de lógica para funcionar. Noel uma vez disse que a música falava sobre "nada" – e talvez seja exatamente isso que a torna tão mágica. É um daqueles momentos em que os Oasis deixaram a típica arrogância de lado e entregaram algo genuinamente hipnótico.
4. Some Might Say
Foi o primeiro single do álbum e um dos melhores exemplos da arrogância confiante dos Oasis. A música tem um tom clássico de rock britânico e uma letra que, como muitas das composições de Noel, não faz muito sentido, mas soa incrivelmente bem.
5. Morning Glory
Uma das faixas mais energéticas do álbum, com guitarras distorcidas e atitude toda confiançuda. É tão boa a música quanto o vídeo. Adoro a maneira como a banda está a tocar alheia ao que se passa lá fora.
Com este álbum, os Oasis deixaram de ser apenas uma grande banda de Britpop para se tornarem a maior banda britânica da sua geração. O álbum vendeu mais de 22 milhões de cópias e fez história, consolidando a sua posição como os sucessores espirituais de bandas como os Beatles e os Rolling Stones. É um dos álbuns da sua vida? Diga-nos quais são as melhoras faixas ou deixe uma sugestão para o próximo "Álbum da Semana na M80".