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Teatro e Exposições: a ARTE em letra Maiúscula

Ana Bernardino
Grandes nomes sobem ao palco do "Agora Ia" desta semana.

Agora ia ao teatro! É sempre um enorme prazer ver as interpretações incríveis dos atores portugueses. José Raposo é, sem dúvida, um dos grandes e a sua Palmira é exemplo disso. A comédia “Trair e Coçar é só Começar” já foi vista por mais de 140 mil pessoas e, agora, chega ao Teatro Sá da Bandeira, no Porto. Vai estar em cena até 25 de fevereiro. Depois viaja para Leiria e Setúbal. 

Ainda nos palcos, “Cenas Que Acontecem” estreia no dia 1 de fevereiro, quinta feira, no Auditório dos Oceanos, em Lisboa, com sessões entre quinta e domingo. Uma peça sobre a vida habitual da família Mascarenhas, que é composta por Ângela Pinto, Luís Esparteiro, Beatriz Barosa. Até aí tudo normal até que chega o Manuel Marques no papel de um politico apaixonado. 

Na música, no dia 29, segunda feira, temos o espetáculo  “Anónimos de Abril” que antecipa as celebrações dos 50 anos da revolução dos cravos. A voz é dada aos homens e mulheres que fizeram o 25 de Abril, mas que ficaram de fora dos livros de história. José Fialho Gouveia escreveu as letras e Rogério Charraz deu-lhes a música. A voz é de Joana Alegre e João Afonso, no Teatro Tivoli BBVA.  

Em Lisboa, a exposição imperdível “As Mulheres de Maria Lamas” é uma sugestão obrigatória. Maria Lamas foi jornalista, escritora, investigadora, tradutora, pedagoga e uma lutadora pelos direitos humanos e cívicos durante a ditadura. E também foi fotografa e é a sua obra fotográfica, que nunca foi exibida em Portugal, que vai estar na Biblioteca de Arte Gulbenkian.    

Agora ia a Setúbal para ver a exposição dos trabalhos da talentosa Maria Eduarda Colares. Uma mulher memorável com uma carreira fascinante como publicitária e Diretora Criativa. Criou campanhas inesquecíveis como “Diga bom dia com Mokambo”, “Luso, tão natural como a sua sede” e “Foi você que pediu um Porto Ferreira?”. A mostra “Então cá estamos!” revela ao público os 24 trabalhos que resultam do desafio de desenvolver a criatividade e a técnica através da aguarela, caneta e lápis de cor. Patente ao público até 30 de março na Casa das Imagens Lauro António, em Setúbal.  

Regressamos ao Porto para celebrar os 500 anos do nascimento de Luís de Camões. E a festa é feita com uma exposição dedicada à obra “Os Lusíadas”. Entre as edições em exibição destaca-se a primeira versão publicada da obra, que está nas mãos do Ateneu Comercial do Porto desde 1904. A mostra, que decorre na Câmara Municipal do Porto até este sábado, dia 27, apresenta vários exemplares históricos da Biblioteca Pública Municipal. Em paralelo conheça também o projeto “Camões na Cidade do Porto”. Uma iniciativa que envolve leituras filmadas de estrofes do poema, em diversos locais do Porto, por diversas pessoas dos 7 aos 87 anos. As leituras estão  espalhadas pela cidade e podemos aceder a elas através de um QR Code. 

 

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