Crystal Fighters em Vilar de Mouros: havendo "luta" que seja pela alegria

    Ontem cumpriu-se o terceiro dia da edição deste ano do festival minhoto. Hoje, 24 de agosto, há Vapors of Morphine, David Fonseca, The Waterboys, Libertines e The Darkness.

    E ao terceiro dia, dá-se uma súbita explosão de cores em Vilar de Mouros com a entrada em palco dos irrequietos Crystal Fighters. 

    Festa rija de sonoridades que talvez tenha sido surpreendente para os que ainda não "tinham esbarrado" com a banda que junta 
    Sebastian Pringle, Gilbert Vierich e Graham Dickson (o núcleo) e mais uma série de elementos que compõem o corpo do grupo ao vivo. É preciso um parágrafo para explicar a fusão de sonoridades que constrói a identidade do coletivo que existe desde 2007 e que já editou cinco álbuns de estúdio. Há elétrónica, ambientes de rave, pop tropical, pop convencional, música tradicional basca, toques de cúmbi e isto para mencionar alguns. Um quente caldeirão de sons e influências que, depois de bem mexido, é servido em canções orelhudas e contagiantes.  

    Ontem o grupo passou por Vilar de Mouros, onde esteve em 2018, para mostrar Light+, o álbum mais recente que vai voltar a ser mostrado nos palcos portugueses em outubro, em dois concertos marcados para o Lisboa ao Vivo e para o portuense Hard Club. 

    Como nos disse Sebastian Pringle pouco antes do concerto de ontem no festival minhoto, é o álbum que reconectou o grupo com as raízes do projeto. É a expressão materializada da renovada energia que agora motiva os Crystal Fighters e que, à semelhança dos restantes álbuns, energiza automaticamente os ossos de quem os vê ao vivo. Dança (coreografada ou em free style), estado de absoluta alegria e a proliferação de mensagens de amor e união pautam o espetáculo que mantém o mesmo ânimo do início ao fim. Uma experiência, achamos nós, altamente recomendável para quem quer ser feliz. 

    Ao longo do concerto, o coletivo foi intercalando os vários discos que editou, com passagens por temas como I Love London, Follow, LA Calling, We Got Hope, Yellow Sun, Love Is All I Got, Tranquilo, Numbers, All Night, Champion Sound, You & I, Love Natural ou At Home. Plage ficou guardada para o fim da festa que ontem não foi na praia mas sim junto ao rio Coura. 

    Antes, mais música portuguesa, com certeza. Oh captain, my captain. São nossos e são os Capitão Fausto. A fortalecer ainda mais a presença da música portuguesa no cartaz da edição 2024 de Vilar de Mouros, a banda de Alvalade ocupou o palco depois da atmosfera stoner e psicadélica dos Sulfur Giant, banda de Viana do Castelo. 

    O grupo, que fez a estreia no festival em 2014 e que voltou em 2017, regressou em formato quarteto depois da saída do teclista Francisco Ferreira. 

    "Subida Infinita" - álbum editado em março - esteve naturalmente presente no alinhamento mas ladeado por uma série de glórias faustianas que foram editadas com os restantes quatro álbuns do coletivo lisboeta, composto por Tomás Wallenstein, Domingos Coimbra, Manuel Palha e Salvador Seabra.

    Vilar de Mouros ouviu Muitas Mais Virão, Andar à Solta, Morro na Praia, Há Sempre um Fardo, Nunca Nada Muda, Nuvem Negra e Na Na Nada, do álbum mais recente, mas também Faço as Vontades, Amor, a Nossa Vida, Amanhã Tou Melhor, Boa Memória, Santa Ana e Teresa.

    A edição 2024 do festival minhoto acaba hoje, 24 de agosto, nas colinas de Vilar de Mouros. No cartaz do último dia, estão nomes como os de Vapors of Morphine, David Fonseca, Waterboys, Libertines e The Darkness.