Irão considera ataque de Israel "uma declaração de guerra"

    O Presidente iraniano considerou o ataque de Israel "selvagem e criminoso", e prometeu "uma resposta poderosa e legítima" de Teerão que fará com que "o inimigo se arrependa desta ação estúpida".

    O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros considerou o ataque de Israel na madrugada desta sexta-feira "uma declaração de guerra contra a República Islâmica do Irão" por parte do "regime mais terrorista do mundo", que já ultrapassou "todas as linhas vermelhas".

    "Estas ações coordenadas equivalem a uma declaração de guerra contra a República Islâmica do Irão e fazem parte de um padrão de comportamento ilegal e desestabilizador por parte de Israel na região, que representa uma grave ameaça à paz e à segurança internacionais", afirmou Abbas Araqchi, em comunicado sobre as ações de Israel.

    Araqchi advertiu que o Irão reafirma o seu direito inerente à autodefesa e responderá "com firmeza e de forma proporcional" ao ataque israelita.

    O exército israelita atacou hoje de madrugada cerca de 100 alvos no Irão, incluindo altos comandos militares e cientistas nucleares, mas também instalações sensíveis como a principal central de enriquecimento de urânio em Natanz, no meio da controvérsia sobre o programa nuclear iraniano.

    Este "ato de agressão ilegal e hostil", segundo Araqchi, "deliberadamente e de forma imprudente, agrava uma crise que viola de forma flagrante a Carta das Nações Unidas e as normas mais fundamentais do direito internacional".

    Presidente do Irão promete "resposta poderosa e legítima" contra "ação estúpida" de Israel

    O Presidente iraniano também já condenou o que considerou ser um ataque de Israel "selvagem e criminoso”, e prometeu “uma resposta poderosa e legítima” de Teerão que fará com que “o inimigo se arrependa desta ação estúpida”.

    “Fomos testemunhas de um ataque selvagem e criminoso do regime sionista contra Teerão e outras cidades do país durante esta noite, que custou a vida a civis inocentes, incluindo mulheres e crianças, bem como a comandantes militares e cientistas nucleares”, afirmou Masoud Pezeshkian, sem que as autoridades tenham dado, até ao momento, um balanço oficial das vítimas.

    “Este ato bárbaro, que viola completamente todos os compromissos internacionais, revela a natureza criminosa do regime sionista, cuja existência se baseia na ocupação, na agressão e no assassinato de crianças”, disse Pezeshkian.

    Para o Presidente iraniano, estes bombardeamentos “demonstram ao mundo a verdade que o Irão defende há anos sobre a agressão e os crimes serem inerentes à natureza do regime sionista”.

    Salientou que “o povo e os funcionários iranianos não permanecerão em silêncio perante estes crimes” e acrescentou que “a resposta poderosa e legítima do Irão fará com que o inimigo se arrependa desta ação estúpida”, de acordo com um comunicado publicado pelo seu gabinete na página oficial da Presidência na internet.

    “Assim como a República Islâmica sempre envidou os máximos esforços para manter a paz na região e no mundo e demonstrou a sua disposição para o diálogo a fim de garantir ao mundo os seus esforços em busca da paz, ela agirá decididamente para responder à agressão e defender a integridade territorial da nação”, destacou.

    Por isso, pediu “ao orgulhoso povo do Irão” que “mantenha a unidade e a coesão” e que “não dê ouvidos a rumores e informações falsas, parte de uma guerra psicológica do inimigo”, ao mesmo tempo em que destacou que o Governo iraniano “continuará a servir a nação com total empenho”.

    “O dia a dia continuará sem alterações”, prometeu.

    “Hoje, a nação iraniana precisa mais do que nunca de se manter unida com confiança, solidariedade e consenso. Com a ajuda de Deus Todo-Poderoso e um espírito nobre, responderá com sabedoria, firmeza e determinação ao crime brutal do regime ocupante, atualmente a entidade mais odiada pelo povo iraniano”, concluiu.